No dia 26/11/2016 subimos ao Morro do Carmo para a realização deste ensaio fotográfico.
Com uma câmera de modelo Nilkon FM10 em mãos, chegamos por volta das 14:00h (de um dia de muito sol) num dos bairros mais antigos da cidade de Coronel Fabriciano.
O bairro Morro do Carmo surgiu na década de 50, através de doações de terrenos pela prefeitura para famílias que chegavam de outras cidades.

Escolhemos como referência para nosso ensaio o fotografo francês Robert Doisneau. Tido como pai do fotojornalismo. Doisneau era um fotografo urbano, suas fotos apresentavam a vida e suas peculiaridades na cidade de Paris.
Dentre as principais características de Doisneau, destacamos a sensação de movimento que suas fotos apresentam, a perspectiva linear e a naturalidade no arranjo/enquadramento do assunto.
Doisneau dizia que ele não fotografava a vida como ela era, bruta e cruel, mas como ele gostaria que fosse.
Partindo desse pensamento buscamos destacar os pontos positivos do Morro do Carmo, que apesar de um bairro que sofre com problemas estruturais e de violência, é também um bairro de pessoas felizes, hospitaleiras e com uma vista periférica de toda a cidade.
Procuramos colocar nas fotos nosso sentimento sobre como víamos o bairro, prezando pela entrada de luz correta na câmera mas, em contrapartida, não dando tanto enfoque ao uso da regra dos terços (embora em algumas tenhamos usado a regra), dando um enquadramento assimétrico às fotos.
Tal como fomos instruídos pelo professor, alternamos nas fotos os parâmetros de diafragma e obturador da câmera na busca pela fotometria ideal, mantendo fixo em 400 o valor do ISO (valor pré-estabelecido do filme fotográfico).
Apesar da série de dificuldades que encontramos, desde a preparação do trabalho, o ensaio em si, a revelação das fotos e a postagem neste blog, a oportunidade de ter o contato com a fotografia e suas nuances nos motiva a buscar mais conhecimento e entender melhor esse universo mágico.
Descobrimos que fotografar é mais do que saber dominar a máquina e suas funções, é permitir que coloquemos pra dentro dela nossa visão singular do pedaço de mundo ao qual nos encontramos no momento do clique.
Agradecemos ao professor Adão, ao Eduardo a todos colegas de classe e em especial aos moradores do Morro do Carmo que se disponibilizaram a nos acompanhar e apresentar o bairro, nos dando uma aula de hospitalidade.
Embora tenhamos divergências ao longo do curso, saímos com um saldo positivo da matéria de Linguagem fotográfica, certos de que o professor Adão e o estimado Dudu se esforçaram para nos passar todo o conhecimento que possuem.
A fotografia que já nos tinha como dois admiradores, ganha agora dois amantes, dispostos a estudar e propagar sua forma de arte ao nosso redor.











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