sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

ENSAIO FOTOGRÁFICO ANALÓGICO - MORRO DO CARMO - Bruno Oliveira e Wallace Miranda.


No dia 26/11/2016 subimos ao Morro do Carmo para a realização deste ensaio fotográfico. 
Com uma câmera de modelo Nilkon FM10 em mãos, chegamos por volta das 14:00h (de um dia de muito sol) num dos bairros mais antigos da cidade de Coronel Fabriciano.





O bairro Morro do Carmo surgiu na década de 50, através de doações de terrenos pela prefeitura para famílias que chegavam de outras cidades.










Inicialmente chamado Morro da Favela ou Morro do Cruzeiro, o bairro ganhou o atual nome em homenagem às irmãs Carmelitas que realizavam obras sociais no local.






Escolhemos como referência para nosso ensaio o fotografo francês Robert Doisneau. Tido como pai do fotojornalismo. Doisneau era um fotografo urbano, suas fotos apresentavam a vida e suas peculiaridades na cidade de Paris.









Dentre as principais características de Doisneau, destacamos a sensação de movimento que suas fotos apresentam, a perspectiva linear e a naturalidade no arranjo/enquadramento do assunto.











Doisneau dizia que ele não fotografava a vida como ela era, bruta e cruel, mas como ele gostaria que fosse.
Partindo desse pensamento buscamos destacar os pontos positivos do Morro do Carmo, que apesar de um bairro que sofre com problemas estruturais e de violência, é também um bairro de pessoas felizes, hospitaleiras e com uma vista periférica de toda a cidade.




Procuramos colocar nas fotos nosso sentimento sobre como víamos o bairro, prezando pela entrada de luz correta na câmera mas, em contrapartida, não dando tanto enfoque ao uso da regra dos terços (embora em algumas tenhamos usado a regra), dando um enquadramento assimétrico às fotos.





Tal como fomos instruídos pelo professor, alternamos nas fotos os parâmetros de diafragma e obturador da câmera na busca pela fotometria ideal, mantendo fixo em 400 o valor do ISO (valor pré-estabelecido do filme fotográfico).





Apesar da série de dificuldades que encontramos, desde a preparação do trabalho, o ensaio em si, a revelação das fotos e a postagem neste blog, a oportunidade de ter o contato com a fotografia e suas nuances nos motiva a buscar mais conhecimento e entender melhor esse universo mágico.




Descobrimos que fotografar é mais do que saber dominar a máquina e suas funções, é permitir que coloquemos pra dentro dela nossa visão singular do pedaço de mundo ao qual nos encontramos no momento do clique.







Agradecemos ao professor Adão, ao Eduardo a todos colegas de classe e em especial aos moradores do Morro do Carmo que se disponibilizaram a nos acompanhar e apresentar o bairro, nos dando uma aula de hospitalidade.



Embora tenhamos divergências ao longo do curso, saímos com um saldo positivo da matéria de Linguagem fotográfica, certos de que o professor Adão e o estimado Dudu se esforçaram para nos passar todo o conhecimento que possuem.
A fotografia que já nos tinha como dois admiradores, ganha agora dois amantes, dispostos a estudar e propagar sua forma de arte ao nosso redor. 

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